19 de agosto – Um ótimo dia para oxigenar as ideias ;)

Marcha Trans reúne 1º time de futsal transmasculino, artista internacional e cantoras: ‘evento colocou debate na casa das pessoas’

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on email
Email
Share on whatsapp
WhatsApp

Sob as cores da bandeira trans (azul, rosa e branco), um trio elétrico levou a pauta a centenas de pessoas pelas avenidas do Centro.

A 5ª Marcha do Orgulho Trans levou uma multidão de interessados em garantir que as demandas do grupo sejam respeitadas pelas pessoas cisgênero ao Centro de São Paulo nesta sexta-feira (17). Junho é o mês em que se comemora as causas LGBTQIA+ e no domingo (19) acontece a grande parada na Avenida Paulista.

É importante ter uma marcha para além da parada, porque as pautas trans ficam sumidas na parada LGBTQIA+. A sigla ‘T’ fica diluída e por vezes até some. Nos últimos anos, tivemos um aumento de violência contra trans no país. São tempos muito difíceis para essa população no Brasil“, afirmou a vereadora de São Paulo Érika Hilton (PSOL).

O time “Meninos Bons de Bola”, o primeiro time de futsal transmasculino formado no Brasil, Angelica Ross, atriz norte-americana da série Pose, políticos, ativistas e cantores marcaram presença no Largo do Arouche.

Meninos Bons de Bola FC, primeiro time de futsal composto por transexuais formado no Brasil, marcam presença na marcha — Foto: Celso Tavares/g1

A ativista trans Symmy Larrat, de 44 anos, afirmou que os atos levam à discussão sobre a causa trans para todos os lugares.

A marcha ajudou colocar o debate na casa das pessoas“, disse.

A especificidade dessa marcha por ser presencial depois de ter duas marchas online é ver as pessoas com vontade de confraternizar, o reencontro. Pessoas estão com gana por lutar“, completou.

O trio elétrico saiu do Largo por volta das 16h e percorreu as avenidas São João e Ipiranga arrastando centenas de pessoas e a bandeira com as cores trans: azul claro, branco, e rosa claro.

A deputada estadual Erica Malunguinho (PSOL) disse que apesar do Brasil, a comunidade trans consegue ser feliz porque criou uma rede de proteção.

Só é possível [ser feliz] porque a gente como comunidade, se reencontra, se reconhece, criamos nossas próprias redes de proteção, afeto e solidariedade. É por isso que conseguimos ser feliz a despeito de toda violência, e de toda a opressão. Não é sobre o Brasil, mas nossa comunidade que se fortalece, que está presente e é forte cada vez mais, para se preservar“, disse.

O evento é considerado o maior da América Latina com protagonismo de travestis, pessoas transgêneros binárias e não binárias, além de simpatizantes.

O encontro tem como tema a pauta da humanidade e do futuro do trabalho e como as pessoas trans podem ser inseridas com suas demandas respeitadas pelas pessoas cisgênero.

Segundo a organização, o evento foi organizado por pessoas trans com o “objetivo de reunir vozes representativas” da comunidade trans para que seja possível uma “visibilidade mais justa e igualitária das demandas destes grupos tão invisibilizados e precarizados na atual sociedade“.

A deputada Erica Malunguinho na Marcha Trans — Foto: Celso Tavares/g1
Show da cantora Angelica Ross — Foto: Celso Tavares/g1
A cantora Majur — Foto: Celso Tavares/g1
Sammy Iarrat na 5ª Marcha do Orgulho Trans em SP — Foto: Celso Tavares/g1
Angelica Ross, atriz da série Pose, na chegada do evento. — Foto: Celso Tavares/g1
As ativistas Carolina Iara e Neon Cunha — Foto: Celso Tavares/g1

Fonte: G1.